{"id":564,"date":"2023-05-03T12:21:41","date_gmt":"2023-05-03T15:21:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.globalcrossings.com.br\/?p=564"},"modified":"2023-05-03T12:52:32","modified_gmt":"2023-05-03T15:52:32","slug":"apos-o-genocidio-yazidi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.globalcrossings.com.br\/en\/2023\/05\/03\/apos-o-genocidio-yazidi\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s o genoc\u00eddio Yazidi"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a><strong>O GENOC\u00cdDIO YAZIDI E O ESTADO ISL\u00c2MICO PELOS TRIBUNAIS ALEM\u00c3ES: a transnacionalidade e o julgamento de Taha Al-. <\/strong><\/a><strong>J. e Jennifer W.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marcela Bittencourt Brey<\/strong><a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Resumo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Objetivo\/Contexto. <\/strong>Este artigo analisa aspectos da transnacionalidade, da aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da jurisdi\u00e7\u00e3o universal em prol da seguran\u00e7a e da paz global, pelos Tribunais alem\u00e3es. Por meio da an\u00e1lise de duas condena\u00e7\u00f5es de membros do Estado Isl\u00e2mico, do iraquiano Taha Al.-J. e da alem\u00e3 Jennifer W. o estudo prop\u00f5e a reflex\u00e3o das diferentes abordagens e dosimetria das penalidades impostas. &nbsp;A gravidade das a\u00e7\u00f5es ocorridas no Iraque e na S\u00edria a partir de 03.08.2014, recorte temporal do in\u00edcio do genoc\u00eddio <em>yazidi, <\/em>foram reconhecidas pelo Parlamento Europeu (2016\/2529 RSP) e pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (A\/HRC\/32\/CRP.2). Os crimes foram reconhecidos como internacionais, crimes de guerra, genoc\u00eddio e crimes contra a humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Metodologia\/Abordagem. <\/strong>O presente artigo fez uso da metodologia indutiva, com base em acervo documental, doutrin\u00e1rio, resolu\u00e7\u00f5es e jurisprudencial. A investiga\u00e7\u00e3o pretendeu confirmar que a despeito da gravidade dos crimes praticados pelo Estado Isl\u00e2mico e em virtude da aus\u00eancia do julgamento por um Tribunal Internacional, a Alemanha agiu no \u00e2mbito local como forma de repudi\u00e1-los.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Resultados\/Descobertas. <\/strong>Um dos efeitos da globaliza\u00e7\u00e3o foi a facilita\u00e7\u00e3o do fluxo transfronteiri\u00e7o, dos cidad\u00e3os das mais diversas nacionalidades, entre os pa\u00edses europeus. Assim, a comunidade internacional, apesar de ver o tr\u00e2nsito livre de combatentes, oriundos dos mais variados pa\u00edses, europeus, asi\u00e1ticos dentre outros, tamb\u00e9m investiu em criar mecanismos e dar efici\u00eancia pr\u00e1tica, viabilizando, por conseguinte, a coopera\u00e7\u00e3o internacional. Isso foi necess\u00e1rio para facilitar investiga\u00e7\u00f5es, o fluxo das informa\u00e7\u00f5es, se antecipar as execu\u00e7\u00f5es de ataques terroristas, realizar apreens\u00f5es e pris\u00f5es, e conduzir julgamentos. O pedido de extradi\u00e7\u00e3o do iraquiano Taha Al-J. foi solicitado pelo governo alem\u00e3o \u00e0 Gr\u00e9cia. Avocou-se o princ\u00edpio da jurisdi\u00e7\u00e3o universal e a extraterritorialidade da lei penal alem\u00e3, visto que seu c\u00f3digo penal prev\u00ea expressamente que os crimes de genoc\u00eddio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade s\u00e3o considerados crimes internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o\/Conclus\u00f5es\/Contribui\u00e7\u00f5es. <\/strong>O estudo refletir\u00e1 as a\u00e7\u00f5es violentas do Estado Isl\u00e2mico, direcionadas \u00e0 minoria \u00e9tnica <em>yazidi<\/em>,bem como as repercuss\u00f5es no cen\u00e1rio internacional. A necessidade de seguran\u00e7a e paz global acendem o debate perante a comunidade internacional, que foi instada por meio do Parlamento Europeu e das Organiza\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas a agir diante das graves viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos.&nbsp; A transnacionalidade e a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da jurisdi\u00e7\u00e3o universal podem ter sido aliadas nas condena\u00e7\u00f5es de Taha Al.-J. e de Jennifer W.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Palavras-chave: <\/strong>transnacionalidade, genoc\u00eddio <em>yazidi, <\/em>direitos humanos, princ\u00edpio da jurisdi\u00e7\u00e3o universal, Estado Isl\u00e2mico.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os atos de viol\u00eancia de g\u00eanero, extremismo, fundamentalismo religioso e \u00f3dio, foram considerados uma parte do cen\u00e1rio marcado pelos crimes praticados pelo Estado Isl\u00e2mico no Iraque e na S\u00edria, a partir de 03 de agosto de 2014<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A crise na seguran\u00e7a global pode ter sido desencadeada pelos crimes do Estado Isl\u00e2mico. Ele tamb\u00e9m contribuiu para o deslocamento de pessoas. Voluntariamente, uma parcela sentiu-se fascinada com a ideologia professada. O convite ao ingresso no califado, um arqu\u00e9tipo de uma comunidade isl\u00e2mica homog\u00eanea, onde refletia valores de igualdade e paz, eram bem quistos pelos adeptos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, pessoas das mais diversas nacionalidades, abandonaram suas vidas, seus bens e juntaram-se ao califado. Para essa parcela, o discurso religioso e ideol\u00f3gico do Estado Isl\u00e2mico deveria ser naturalmente imposto a outrem, pois acreditavam que esse proceder \u2013 que ultrapassava os limites de um estilo de vida religioso \u2013 era necess\u00e1rio a transforma\u00e7\u00e3o dessa comunidade em sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pena de morte era aplicada aos que se negavam a convers\u00e3o for\u00e7ada a religi\u00e3o do isl\u00e3. Por consequ\u00eancia, in\u00fameras pessoas largaram seus bens, sua vida e fugiram. Como consequ\u00eancia, o surgimento de uma crise humanit\u00e1ria global que v\u00eam se alastrando e piorando at\u00e9 os dias de hoje. Atualmente, o mundo possui cerca de 100 milh\u00f5es de pessoas deslocadas. A guerra da R\u00fassia e Ucr\u00e2nia tamb\u00e9m contribu\u00edram para esse quadro cr\u00edtico. <a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De tal sorte, desde o apogeu do Estado Isl\u00e2mico o n\u00famero de pessoas migrando ao redor do mundo por viol\u00eancia, v\u00e1rias formas de persegui\u00e7\u00e3o e outras emerg\u00eancias aumentou em dois anos, de 70,8 milh\u00f5es de pessoas para 79,5 milh\u00f5es. No Relat\u00f3rio publicado no dia 19\/06\/2019, pela Ag\u00eancia da ONU para Refugiados (ACNUR), j\u00e1 se apontava o aumento de 2,3 milh\u00f5es em compara\u00e7\u00e3o com o ano de 2017, aproximando-se das popula\u00e7\u00f5es de pa\u00edses como Tail\u00e2ndia e Turquia.<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outrossim, os efeitos da pandemia do COVID-19, nos anos de 2020, tamb\u00e9m, afligiram a minoria <em>yazidi. <\/em>Se j\u00e1 estavam vulner\u00e1veis pelo genoc\u00eddio sofrido, \u00e9 oportuno salientar que uma parcela dessa minoria ainda vive em campos para refugiados, onde sofrem com a priva\u00e7\u00e3o dos direitos humanos b\u00e1sicos, como sa\u00fade, emprego e moradia (BREY, 2022a, pp. 425-439). Uma das vozes que t\u00eam agido na comunidade internacional, em prol da responsabiliza\u00e7\u00e3o dos membros, da repara\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas <em>yazidis <\/em>e do retorno seguro dos <em>yazidis <\/em>as suas casas, \u00e9 da ativista de direitos humanos e ex-escrava sexual, Nadia Murad. Atualmente, ela \u00e9 embaixadora da Boa Vontade do Escrit\u00f3rio da ONU sobre drogas e crimes (UNODC), para dignidade dos sobreviventes do tr\u00e1fico humano (BREY, 2022b, pp. 227-244).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse contexto, o presente trabalho se prop\u00f5e, por meio do objetivo geral, a analisar a influ\u00eancia da transnacionalidade<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a> na aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da jurisdi\u00e7\u00e3o universal, a partir dos julgamentos de Taha Al.-J. e Jennifer W. Como objetivo espec\u00edfico, o estudo apresenta de forma resumida os resultados alcan\u00e7ados, que foram realizados por meio da breve an\u00e1lise dos julgamentos anteriormente mencionados, pelos Tribunais Regionais Superiores de Frankfurt e de Munique.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presente estudo fez uso da metodologia indutiva. Desenvolveu-se a partir da an\u00e1lise procedimental em resolu\u00e7\u00f5es e relat\u00f3rios exarados pelo Parlamento Europeu (2016\/2529 RSP)<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\">[6]<\/a>, pelas Organiza\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas (A\/HRC\/32\/CRP.2)<a href=\"#_ftn7\" id=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, e outros documentos de ag\u00eancias da Uni\u00e3o Europeia, como a EUROJUST<a href=\"#_ftn8\" id=\"_ftnref8\">[8]<\/a>, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, acervos doutrin\u00e1rio e jurisprudencial. Todavia, a an\u00e1lise jurisprudencial teve como foco limitar o estudo com base no genoc\u00eddio <em>yazidi <\/em>e nas condena\u00e7\u00f5es de Taha Al.-J. e Jennifer W. Conv\u00e9m ressaltar, que os tribunais alem\u00e3es n\u00e3o se concentraram apenas em Taha e Jennifer (BREY, 2023, pp. 41-52). Atualmente, outras condena\u00e7\u00f5es foram proferidas no mesmo sentido, a exemplo da combatente Jalda A., ocorrida em 27 de julho de 2022, reconhecendo assim, em sua condena\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m, a pr\u00e1tica do genoc\u00eddio <em>yazidi<\/em> (BREY, 2023, pp. 47)<em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Visando erradicar e combater os crimes internacionais, como crimes contra a humanidade, crimes de guerra, terrorismo, tr\u00e1fico de pessoas e genoc\u00eddio, os tribunais alem\u00e3es t\u00eam avocado o princ\u00edpio da jurisdi\u00e7\u00e3o universal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a invas\u00e3o de territ\u00f3rios do Estado Isl\u00e2mico em partes do Iraque e da S\u00edria, a Europa sentia os efeitos da migra\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo era necess\u00e1rio tomar medidas repressivas, coordenadas e inteligentes para manter a seguran\u00e7a global com os demais estados e organiza\u00e7\u00f5es. Era essencial n\u00e3o somente fazer uso da ret\u00f3rica protecionista dos Direitos Humanos, mas sim efetiv\u00e1-los, de modo que os estados necessitavam de uma a\u00e7\u00e3o mais articulada para estancar as a\u00e7\u00f5es do grupo radical.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pensando em efetivar e estruturar a coopera\u00e7\u00e3o em justi\u00e7a criminal internacional entre as autoridades europeias, destaca-se a atua\u00e7\u00e3o da EUROJUST \u2013 ag\u00eancia da Uni\u00e3o Europeia. Ela foi criada com o fim de combater os graves crimes transfronteiri\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As condena\u00e7\u00f5es pelos tribunais alem\u00e3es de Taha Al.-J. e Jennifer W. fomentam a reflex\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o da extraterritorialidade da lei penal alem\u00e3 e da necessidade de se combater viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos independentemente da nacionalidade da v\u00edtima ou do acusado. Com exce\u00e7\u00e3o de Jennifer W., todos os envolvidos n\u00e3o s\u00e3o cidad\u00e3os alem\u00e3es, sejam elas v\u00edtimas ou o pr\u00f3prio condenado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Taha Al.-J. \u00e9 iraquiano e \u00e9 casado com a alem\u00e3 Jennifer W. Ambos se juntaram ao grupo radical isl\u00e2mico e viajaram a S\u00edria. As investiga\u00e7\u00f5es apontaram que em 2015, Taha Al.-J., juntamente com sua esposa, compraram e mantiveram em cativeiro, a m\u00e3e e a sua filha de cinco anos, ambas <em>yazidis. <\/em>Um dia a crian\u00e7a <em>yazidi <\/em>urinou no colch\u00e3o e como puni\u00e7\u00e3o acorrentou no exterior da casa sob o sol escaldante. A crian\u00e7a veio a falecer. A m\u00e3e conseguiu fugir e buscou aux\u00edlio de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais. (BREY, 2023, pp. 41-52)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para que a pris\u00e3o de Taha ocorresse, foi necess\u00e1ria a coopera\u00e7\u00e3o internacional entre as autoridades europeias. Ao mesmo tempo, a S\u00edria tamb\u00e9m necessitava de apoio para que o grupo radical perdesse for\u00e7a em partes de seu territ\u00f3rio. Todavia, com espeque na coopera\u00e7\u00e3o entre os estados europeus, Taha foi preso na Gr\u00e9cia e posteriormente extraditado para a Alemanha. Ele foi o primeiro membro do Estado Isl\u00e2mico a ser condenado pela pr\u00e1tica de genoc\u00eddio <em>yazidi. <\/em>A decis\u00e3o foi considerada como marco e de grande valia para a minoria \u00e9tnica (BREY, 2023, pp. 41-52).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Tribunal Regional Superior de Frankfurt, no dia 30 de novembro de 2021, condenou Taha Al.-J. Considerou que por ele estar na posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a na fam\u00edlia, por ter a supremacia, poder, controle familiar e por ter executado o crime \u2013 ter acorrentado a crian\u00e7a \u2013 justificaria a penalidade imposta: pris\u00e3o perp\u00e9tua pelo reconhecimento de genoc\u00eddio por meio da morte de uma menina <em>yazidi. <\/em>A decis\u00e3o tamb\u00e9m lhe condenou por tr\u00e1fico de pessoas, de crimes de guerra, al\u00e9m de reparar civilmente a m\u00e3e da menina falecida no valor de 50.000 euros. Tais crimes s\u00e3o considerados internacionais sob \u00e0 \u00f3tica da legisla\u00e7\u00e3o alem\u00e3. (BREY, 2023, pp. 41-52).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por sua vez, a condena\u00e7\u00e3o de Jennifer W., alem\u00e3, pelo Tribunal Regional Superior de Munique, no dia 25 de outubro de 2021, a pena de pris\u00e3o por 10 anos, foi considerada branda pela acusa\u00e7\u00e3o. Ela foi condenada por ter se associado ao grupo radical isl\u00e2mico, por crimes de tr\u00e1fico de pessoas, c\u00e1rcere privado, mas sua responsabilidade foi reconhecida de forma limitada na participa\u00e7\u00e3o do homic\u00eddio da crian\u00e7a. O Tribunal considerou que suas a\u00e7\u00f5es, na esfera de influ\u00eancia e tomada de decis\u00e3o, seriam limitadas, dado o contexto territorial em an\u00e1lise. Os crimes foram praticados em Falluja, no Iraque. Desta forma, Jennifer W. se beneficiou com a aplica\u00e7\u00e3o de uma penalidade menor, por estar num pa\u00eds onde a autonomia feminina \u00e9 mitigada, ou, na maioria das vezes, cerceada. A acusa\u00e7\u00e3o recorreu da decis\u00e3o. (BREY, 2023, pp. 41-52).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A legisla\u00e7\u00e3o alem\u00e3 considera que os crimes de tr\u00e1fico de pessoas e as infra\u00e7\u00f5es penais reconhecidas por um Tratado internacional, ao qual ela tenha aderido, s\u00e3o considerados crimes internacionais. A previs\u00e3o \u00e9 expressa e considera que tais crimes necessitam ser punidos pela legisla\u00e7\u00e3o alem\u00e3, ainda que tenha ocorrido no estrangeiro.<a href=\"#_ftn9\" id=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do julgamento acerca do genoc\u00eddio <em>yazidi <\/em>n\u00e3o ter sido conduzido por um Tribunal Internacional \u2013 devido \u00e0 aus\u00eancia de ratifica\u00e7\u00e3o do Estatuto de Roma por parte do Iraque e da S\u00edria (BREY, 2022b, pp. 232-236) \u2013, conclui-se que as decis\u00f5es judiciais produzidas pelos tribunais alem\u00e3es, investigadas nessa breve reflex\u00e3o, s\u00e3o heterog\u00eaneas. Ressalte-se que outros pa\u00edses tendem a avocar o princ\u00edpio da jurisdi\u00e7\u00e3o universal.<a href=\"#_ftn10\" id=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todavia, apesar dessa heterogeneidade jurisprudencial, os julgamentos de Taha Al.-J. e Jennifer W. concentram-se na intersec\u00e7\u00e3o dos institutos da extraterritorialidade de lei penal, da coopera\u00e7\u00e3o internacional, da transnacionalidade, da flexibiliza\u00e7\u00e3o do conceito de soberania estatal e de um novo limiar para a prote\u00e7\u00e3o da pessoa humana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a>ACNUR BRASIL. Retrospectiva 2022: o ano em que o mundo atingiu a marca de 100 milh\u00f5es de pessoas for\u00e7adas a se deslocar. 20 dez. 2022. <\/a>Dispon\u00edvel em: <a>&lt;https:\/\/curt.link\/g19uxH&gt;. <\/a>Acesso em: 03 abr. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a>BREY. Marcela B. <em>Yazidis e Covid-19: (re) colocando a fragilidade no centro da reflex\u00e3o. <\/em>In: VEIGA, F\u00e1bio da S.; ALVES, Rodrigo V. S.; FONSECA, Maria H. <strong>Di\u00e1logos dos Direitos Humanos, <\/strong>Porto. Instituto Iberoamericano de Estudos Jur\u00eddicos, 2022a, pp. 425-439.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a>BREY. Marcela B. <em>Nadia Murad e o Estado Isl\u00e2mico: o princ\u00edpio da jurisdi\u00e7\u00e3o universal e seu influxo no car\u00e1ter unit\u00e1rio do Direito Internacional contempor\u00e2neo. <\/em>PRUDENTE, Eunice A.; MARTORELLI, Adriana N.; TORRES, Vivian G. <strong>G\u00eanero, Etnia e Sexualidade: pol\u00edticas p\u00fablicas e judici\u00e1rias, <\/strong>Vol. 2, S\u00e3o Paulo: LiberArs, 2022b, pp. 227-244.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BREY. Marcela B. <em>Transnacionalidade e Direitos Humanos: Reflex\u00f5es acerca da aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da jurisdi\u00e7\u00e3o universal \u00e0 luz dos julgamentos de Taha Al.-J e Jennifer W<\/em>. In: BUJOSA VADELL, L.M. (dir.); VEIGA, F.S.; PIERDON\u00c1, Z.L (coords.), <strong>Retos del horizonte jur\u00eddico Iberoamericano<\/strong>, Vol.I, Porto\/Salamanca: Instituto Iberoamericano de Estudos Jur\u00eddicos e Universidad de Salamanca, 2023, pp. 41-52.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a>EDWARDS, Adrian. Deslocamento for\u00e7ado quebra recorde em 2019. <strong>ACNUR<\/strong>. Genebra. 18 jun. 2020. <\/a>Dispon\u00edvel em: <a>&lt;<\/a><a href=\"https:\/\/www.acnur.org\/portugues\/2020\/06\/18\/deslocamento-forcado-quebra-recorde-em-2019\/\">https:\/\/www.acnur.org\/portugues\/2020\/06\/18\/deslocamento-forcado-quebra-recorde-em-2019\/<\/a>&gt;. Acesso em <a>03 abr. 2023.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a>EUROJUST. Supporting judicial authorities in the fight Against Core International Crimes. <\/a>Dispon\u00edvel em: <a>&lt;https:\/\/www.eurojust.europa.eu\/sites\/default\/files\/2020-05\/2020-05_Core-International-Crimes-Factsheet_EN.pdf&gt;. <\/a>Acesso em: <a>03 abr. 2023.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a>EUROPEAN PARLIAMENT. Resolution 2016\/2529 de 04 de fevereiro de 2016. <\/a>Dispon\u00edvel em: &lt;<a><\/a><a href=\"https:\/\/www.europarl.europa.eu\/doceo\/document\/TA-8-2016-0051_EN.pdf\">https:\/\/www.europarl.europa.eu\/doceo\/document\/TA-8-2016-0051_EN.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: 18 maio 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a>GERMANY, Criminal Code.<\/a> Vers\u00e3o em ingl\u00eas. Dispon\u00edvel em: <a>&lt;<\/a>https:\/\/www.gesetze-im-internet.de\/englisch_stgb\/englisch_stgb.html#p0067&gt;. Acesso em: <a>03 abr. 2023.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a>GUIMAR\u00c3ES, Isaac S. Globaliza\u00e7\u00e3o, Transnacionalidade e um novo marco conceitual de soberania pol\u00edtica<em>. <\/em>In: <\/a><strong>Revista Cej. <\/strong>Bras\u00edlia, n.60, p. 45-54, maio\/ago. 2013. Dispon\u00edvel em: &lt;<a>https:\/\/www.corteidh.or.cr\/tablas\/r32299.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: <a>04 ago. 2022.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">OBERLANDESGERICHT M\u00dcNCHEN. Pressemitteilung 30. Strafverfahren gegen Jennifer W. wegen Verdachts der mitgliedschaftlichen Beteiligung an einer terroristischen Vereinigung im Ausland u.a. Munique. 25 out. 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.justiz.bayern.de\/gerichte-und-behoerden\/oberlandesgerichte\/muenchen\/presse\/2021\/30.php\">https:\/\/www.justiz.bayern.de\/gerichte-und-behoerden\/oberlandesgerichte\/muenchen\/presse\/2021\/30.php<\/a>&gt;. Acesso em: 30 out. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">OCHAB, Ewelina U. Germany Conducts Its First Genocide Trial of a Daesh Fighter. <strong>Forbes. <\/strong>24 out. 2019. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/ewelinaochab\/2019\/10\/24\/germany-conducts-its-first-genocide-trial-of-a-daesh-fighter\/#6dc81ffe6cd2\">https:\/\/www.forbes.com\/sites\/ewelinaochab\/2019\/10\/24\/germany-conducts-its-first-genocide-trial-of-a-daesh-fighter\/#6dc81ffe6cd2<\/a>&gt;. Acesso em: 21 out. 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">OCHAB, Ewelina U. How One Yazidi Woman Helped To Secure The Second Genocide Conviction of a Daesh Member. 02 ago. 2022. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/sites\/ewelinaochab\/2022\/08\/02\/how-one-yazidi-woman-helped-to-secure-the-second-genocide-conviction-of-a-daesh-member\/?sh=2ff3e3ea5d5d\">https:\/\/www.forbes.com\/sites\/ewelinaochab\/2022\/08\/02\/how-one-yazidi-woman-helped-to-secure-the-second-genocide-conviction-of-a-daesh-member\/?sh=2ff3e3ea5d5d<\/a>&gt;. Acesso em: 05 ago. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ORDENTLICHE GERICHTSBARKEIT HESSEN. FRANKFURT. Pressemitteilungen. Higher Regional Court Frankfurt \/Main sentences Taha Al-J. to lifelong imprisonment for genocide and other criminal offences. 30 nov. 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/ordentliche-gerichtsbarkeit.hessen.de\/pressemitteilungen\/higher-regional-court-frankfurtmain-sentences-taha-al-j-to-lifelong-imprisonment\">https:\/\/ordentliche-gerichtsbarkeit.hessen.de\/pressemitteilungen\/higher-regional-court-frankfurtmain-sentences-taha-al-j-to-lifelong-imprisonment<\/a>&gt;. Acesso em: 30 nov. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">SPIEGEL. Urteil gegen Jennifer W.: Sie f\u00fchlte sich beim IS zu Hause. <strong>Spiegel. <\/strong>25 out. 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.spiegel.de\/panorama\/justiz\/muenchen-richter-verurteilt-jennifer-w-sie-fuehlte-sich-beim-is-zu-hause-a-70b4d9db-028c-4526-9981-39fb80340e6e&gt;. Acesso em: 03 ago. 2022.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TRIAL INTERNATIONAL. [s.l.] Universal Jurisdiction Annual Review 2022. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/trialinternational.org\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/TRIAL_International_UJAR-2022.pdf&gt;. Acesso em: 03 abr. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">UNITED NATIONS. HUMAN RIGHTS COUNCIL. They came to destroy: ISIS Crimes Against the Yazidis. 15 jun. 2016. Dispon\u00edvel em &lt;http:\/\/www.ohchr.org\/Documents\/HRBodies\/HRCouncil\/CoISyria\/A_HRC_32_CRP.2_en.pdf&gt;. Acesso em: 21 out. 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">UNITED NATIONS. OCHA Services. Germany\/Iraq: World\u2019s first judgment on crime of genocide against the Yazidis. <strong>United Nations. <\/strong>30 nov. 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/reliefweb.int\/report\/iraq\/germanyiraq-world-s-first-judgment-crime-genocide-against-yazidis&gt;. Acesso em: 03 ago. 2022.<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Mestra em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da USP, Pesquisadora da C\u00e1tedra Jean Monnet da Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia, Advogada. https:\/\/orcid.org\/0000-0002-5867-6965, ID Lattes: 5492134261028151, E-mail: <a href=\"mailto:marcelabbrey@gmail.com\">marcelabbrey@gmail.com<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Data que rememora os ataques terroristas a regi\u00e3o norte do Iraque, Sinjar, pr\u00f3ximo da prov\u00edncia de N\u00ednive. O local albergava a maioria dos <em>yazidis<\/em>, uma minoria \u00e9tnica religiosa, perseguida pelo grupo radical isl\u00e2mico. Todavia, somente em 2016, o Parlamento Europeu, bem como as Na\u00e7\u00f5es Unidas reconheceram a pr\u00e1tica do crime de genoc\u00eddio. Sugere-se a leitura dos referidos documentos mencionados na metodologia desse estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/curt.link\/g19uxH&gt;. Acesso em: 03 abr. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.acnur.org\/portugues\/2020\/06\/18\/deslocamento-forcado-quebra-recorde-em-2019\/&gt;. Acesso em: 03 abr. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a> A ado\u00e7\u00e3o da transnacionalidade, como alternativa a nova reorganiza\u00e7\u00e3o dos estados na comunidade internacional, flexibilizando parte de sua soberania em prol de um novo realinhamento pol\u00edtico para enfrentar quest\u00f5es e crimes complexos, pode ser a chave de leitura para o presente estudo. Veja <em>Globaliza\u00e7\u00e3o, transnacionalidade e um novo marco conceitual da soberania pol\u00edtica, <\/em>onde o estudo aborda a tens\u00e3o conceitual da soberania estatal frente aos fen\u00f4menos da globaliza\u00e7\u00e3o e a transnacionaliza\u00e7\u00e3o. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.corteidh.or.cr\/tablas\/r32299.pdf&gt;. Acesso em: 04 ago. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\">[6]<\/a> Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.europarl.europa.eu\/doceo\/document\/TA-8-2016-0051_EN.pdf\">https:\/\/www.europarl.europa.eu\/doceo\/document\/TA-8-2016-0051_EN.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: 03 abr. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref7\" id=\"_ftn7\">[7]<\/a> Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.ohchr.org\/sites\/default\/files\/Documents\/HRBodies\/HRCouncil\/CoISyria\/A_HRC_32_CRP.2_en.pdf\">https:\/\/www.ohchr.org\/sites\/default\/files\/Documents\/HRBodies\/HRCouncil\/CoISyria\/A_HRC_32_CRP.2_en.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: 03 abr. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref8\" id=\"_ftn8\">[8]<\/a> Para saber mais sobre o apoio e a atua\u00e7\u00e3o no seio da Uni\u00e3o Europeia, em especial, nesse caso aqui apresentado, consulte p. 7 do documento produzido pela EUROJUST \u2013 Ag\u00eancia da Uni\u00e3o Europeia para combater crimes internacionais. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.eurojust.europa.eu\/sites\/default\/files\/2020-05\/2020-05_Core-International-Crimes-Factsheet_EN.pdf&gt;. Acesso em 03 abr. 2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref9\" id=\"_ftn9\">[9]<\/a> Vide se\u00e7\u00e3o 6, al\u00edneas 4 e 9, se\u00e7\u00e3o 232 do C\u00f3digo Penal alem\u00e3o. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.gesetze-im-internet.de\/englisch_stgb\/&gt;. Acesso em: 03 abr. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref10\" id=\"_ftn10\">[10]<\/a> Para maior profundidade acerca dos pa\u00edses que t\u00eam avocado o princ\u00edpio da jurisdi\u00e7\u00e3o universal em se tratando de crimes contra a humanidade, veja o relat\u00f3rio produzido pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental <em>Trial Universal &#8211; Jurisdiction Annual Review <\/em>2022. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/trialinternational.org\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/TRIAL_International_UJAR-2022.pdf&gt;. Acesso em: 03 abr. 2023.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O GENOC\u00cdDIO YAZIDI E O ESTADO ISL\u00c2MICO PELOS TRIBUNAIS ALEM\u00c3ES: a transnacionalidade e o julgamento de Taha Al-. J. e Jennifer W. Marcela Bittencourt Brey[1] Resumo Objetivo\/Contexto. Este artigo analisa aspectos da transnacionalidade, da aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da jurisdi\u00e7\u00e3o universal em prol da seguran\u00e7a e da paz global, pelos Tribunais alem\u00e3es. 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